''Negar aquilo que é Absoluto. Negar o Certo e o Errado. Além do Bem e do Mal. Afundar Teorias. Leis. Regras. Destruir o Muro da Realidade. Quebrar os tijolos da Verdade. Obedecer a uma Lei única. A Lei da vontade própria. E assim eu faço a vida. A Liberdade. Eis é a chave da Vida. Uma vida plena de verdade.''

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Revolução? Desde quando?

Existem pessoas que adoram vomitar sobre uma revolução silenciosa. Pessosas que insistem em dizer que, ao nosso redor, uma revolução já começou, e que as pessoas não enxergam por que não querem. De onde diabos esse pobres diabos tiraram isso? Baseados em que?
Desde que os tempos são tempos, houveram diversas revoluções por diversos motivos, e se pegarmos um punhado delas e compararmos, chegaremos a algumas conclusões:

Primeira e mais óbvia: para acontecer uma revolução, o povo precisa estar descontente. Afinal de contas, tentar derrubar um poder que te ajuda é muito pior que dar um tiro no pé, é meter logo uma bala na cabeça.

Segunda: precisamos então ter uma certa quantia de pessoas descontente com o regime regente, e não estamos falando de coisa pouca. Para uma revolução ser bem sucedida, a maioria tem que estar do teu lado, do contrário vira passeata esquerdista.

Terceiro: não basta você fazer o maior bafafá, ser um grande líder se, quando tudo for um sucesso, você não vai ter nenhuma idéia de melhora ou algum plano que todos esperam funcionar tão bem na prática quanto na teoria.

Basicamente são essas três coisas necessárias para se haver uma revolução. Se algum de vocês achou que faltou uma quarta colocação, e que essa seria o motivo, eu peço para que revisem alguns livros velhos de história e vejam, com seus próprios olhos, que motivos o homem cria, não sendo algo real e cru mas sim maleável e malicioso.
Chegamos então à próxima parte do nosso texto: quem diabos fala tanta merda e por quê. Dentro de um contexto cultural do Brasil, existem diversos grupos sociais e cada um com sua maneira de pensar e de agir. Se eu vou falar mal de algo, será de exemplos dos quais presenciei, e espero que não pareça generalização. Dentro dessa sociedade livre, onde cada um fala o que quer e age da maneira que bem entende, existem algumas pessoas que sabem aproveitar bem seus direitos, e o fazem no limiar da tolerância: os pixadores. Muitos deles são pessoas ótimas, com idéias boas, pessoas criativas e que querem mostrar algo que nem todo mundo vê. Mas como as laranjas podres nascem do mesmo pé que as maduras, existem alguns que acabam levando a sério demais o conjunto da obra. São pessoas que gritam aos berros coisas do tipo: contra a alienação da mídia, abaixo a globo, enquanto elas mesmas são alienadas em suas idéias sem grandes fundamentos e conhecimentos. São pessoas que se acham esclarecidas, que se acham informadas, que acham que o que sabem basta, e que seu julgamento é único e verdadeiro. Vão ao inferno, antes que eu me esqueça. Não consigo entender como, mas eles acham que tudo o que dizem é verdadeiro e naturalmente prático de ser compreendido. Eles dizem que a revolução esta aí, acontecendo, porém saio na rua e continuo vendo um monte de gente conformada com o que tem, feliz por ter uma vida que melhora de grão em grão, a passos nem tão lentos, infelizes por não ter tempo, e felizes por ter um trabalho que acaba com seu tempo e no final do mês põe comida na mesa. Descontentamento? Existe, mas a ponto de o povo ir pra rua? Nem se multiplicassemos por cem o número de pessoas infelizes e insatisfeitas. Gente assim sonha em viver no passado, sonha em poder ter estado na marcha pelas “diretas já”, e tem sonhos de um dia mudar alguma coisa, fazer alguma diferença. Pobres de conciência, ricos em ignorância. Vocês vão acabar percebendo que tudo o que vocês acham que fazem para concientizar o povo retorna como uma faca apontada para o pescoço de vocês. Usam dialetos que só vocês entendem, coisas que chegam a intimidar, reforçando a visão de que não passam de um bando de marginais, cães ferozes sem um real sentido de fazer, ainda por cima fazendo respingar gotas de preconceito nos graffiteiros, que tem no graffiti uma maneira de dizer o que pensa, e de ganhar um sustento, fazendo o que ama.
Se vocês querem realmente fazer algo pela sociedade, se querem abrir os olhos do povo, ao menos escrevam coisas que o povo entende. Não se achem espertos, por que vocês não são. Se fossem, estariam fazendo na prática o que dizem fazer na teoria ..... e “viva o pixo”? essa deixo para comentar em outra hora.

Um comentário:

Ricardo Dias disse...

muito bom os textos.
mas o melhor são as tags,com certeza!

=B:

Bandidos SANGUINÁRIOS